segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Como Assim


Como assim eu diferente de você ou você diferente de mim.
Não entendi...
Também tenho braços e pernas e o resto.
Também tenho meu lado bom, e no outro nem às vezes presto.
Se me convém!
Mas quem não tem?
Também tenho casa quentinha pra me abrigar.
Se for longe ou perto, não me importo, longe pra você, perto pra mim que se dane não vamos brigar.
 Tanto eu quanto você temos lugares opostos, mas temos onde morar.
Se você tem grana no banco nem estou me importando.
Já eu ando trabalhando muito e a minha conta ta melhorando.
Pelo menos estou com as contas em dia.
Só não entendi porque de mim parece ter alergia.
Deve ser da minha vida nada serena ou da minha pele morena.
Verdade...
 Estas nem da pra questionar, mas eu tiro de letra.
Pois tenho muito orgulho da minha raça, pobre.
Não te invejo e não ganho nada de graça, me sinto até nobre.

                                                                                                                   Mayala Morenna

Pais & Filhos

                     Pais e filhos

Quando temos um filho, tudo que fazemos por ele até certa idade ganhávamos em troca o mais puro e verdadeiro presente, o sorriso.

Quando bebê no banho por exemplo, a temperatura exata da água trazia frescor e algazarra e as brincadeiras nos deixavam encharcados e nem reclamávamos.

Na troca de roupas e fraldas, mais cócegas na barriguinha vinham acompanhadas de gargalhadas e calada por um basta de um soluço.

E na hora da papinha cada aviãozinho era uma história...  Logo após o cochilo e a sujeira que deixava nos trazia um novo sorriso, sempre.

Quantos sorrisos idos e vindos...
Idos por nós, vindos de um filho.
Agora só de os pais olharem com severidade ganhas um olhar de atropelamento.
Olhares trocados, sem sorrisos.
O olhar duvidoso do filho não entende o outro que só querem ensinar, sem precisar passar por constrangimentos da vida querendo poupá-lo ou privá-lo de futuros sofrimentos.
Pais não podem fazer milagres, não pode ser Deus, mas passa o tempo todo implorando a ele que interceda.
 Ensinamentos de geração em geração não caem na antiguidade, pelo contrario, fortificam, se completam com a atualidade do tempo.
 Mas posso dizer com clareza que, pais, bons pais, nada fazem de melhor na vida há não ser amar os filhos, bons ou não.




Mayala Morenna

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

De Longe

                                                                         
                                  Coisas de Mayala Morenna
Depois de tantas juras de amor, nos perdemos no meio do caminho...
Ambos sabiam onde o outro estava, mas cada um preferiu seguir sozinho até sumir completamente.
O seu olhar almejou o meu e não sei  explicar porquê.
Fotografia...
Nada nesta vida passa despercebido, nem mesmo o tempo.
Era hora de nos reencontrar, de novo.
Desta vez, não presente...
Foi muito forte nossa historia, marcante... E o fim duvidoso.
Ainda me pego lembrando-me da gente, acreditávamos completamente um no outro e tudo podia ter sido diferente, mas não foi agora não passamos de uma mera lembrança e não tivemos tempo de dizer adeus.
Nem sei se posso dizer que te esqueci  por inteira, nosso amor não era só uma pagina ou então qual seria o motivo de mais uma escrita.
Todo mundo já viveu uma historia...
Algumas se vão para sempre.
Outras voltam, de longe.
Mayala Morenna


sábado, 14 de setembro de 2013

Agosto



AgostoDesgosto?Que gosto, egoísta.Gosto meu, ar de beleza nativa.Flores salpicando árido seco empoeirado sem chuva e sem  primavera .Flor amarela.Ipê, lindo e conhecido, por mim, preferido.Faz meus olhos tristes brilhar e meu coração sentir.Coração batendo forte e ate sorri.Amarelo, amarelo...Incontáveis estrada a fora de Minas, de agosto a setembro seja qual for o tempo.E pobre de mim que nem sei direito quem sou e conto a dedo e escolho e insisto que são todos meus. Dos mais vistosos aos franzinos e esquezitinhos.Aprecio sim, mesmo de longe quase sem cheiro, mas sempre sorrindo de poder mais um ano ver florescer o meu encantado e belo Ipê Amarelo.
Mayala Morenna

domingo, 25 de agosto de 2013

Saudade da minha mãe


Rimas de ventos e velas, vida que vem e que vai, a solidado que fica e entra me arremessando contra o cais.



Deixe saudade nada mais, porque é que os corações não são iguais...Diga que um dia vai voltar, pra que eu passe a minha vida inteira me engando ou te esperando... 


Sentindo falta de mamãe que partiu pra eternidade, dificil d+!


Mayala Morenna

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pretinho, um passachorro.

Pretinho, tão pequenininho que fazia grandes coisas em nossos corações, até mesmo com as visitas da casa se encantavam com tamanha peraltice bicando e comendo na mão de qualquer um.Seguia cada passada em casa e da porta da cozinha ficava admirando as folhas das árvores se balançando, ou com inveja dos pássaros que livre voavam por ai, pois ele ainda filhote nunca foi tão longe, mas sua gaiola nunca ficou fechada.Antes mesmo de cada um da casa acordar, pretinho já estava dando o ar da sua graça pela casa a fora e ao avistar os primeiros pés, corria, balançava as asinhas e assoviava pedindo café da manhã.Até gotículas de café ganhava junto as migalhas de pão e sucos e refri não deixou de provar, pois o sabidinho o que mais sabia é adoçar o nosso coração que não sabia dizer não.Pretinho...De ombro em ombro circulava pela casa, não podia ver um pé dando sopa que subia o mais rápido que podia.E toda noite, quando j passava da hora de dormir, mandava ir pra casa ele corria para o puleiro e a gaiola era coberta por um pano, pra ele dormir, mas de manhã nem precisava esperar o pano sair, ele saia e ia pra onde queria.Hoje de manhã, depois de colocar a minha filha no ônibus escolar, entrei em casa e fui retirar o pano que cobria a gaiola de pretinho, mas como sempre ele ja havia saído pra dar uns bordejo pela casa, normal, fiz um sinal o chamando achando que ele viria correndo balançando as asinhas. Procurei... Procurei e ele não veio de uma das passeadas na porta da cozinha, um gato maldito e malhado pegou o nosso pretinho, passachorro domesticado. Chorei, não há quem não se apegue a um passarinho tão esperto. Não sei o que dizer pra minha filha quando chegar da escola correndo pra pegá-lo no colo, acariciá-lo, beijá-lo e dar altas risadas. E depois de tanta busca, convence-me de que ele realmente não volta e falei  a minha filha Natasha vai ficar muito triste,  quando ela chegou expliquei tudo e ela entendeu muito rápido.                                                              
Então, percebi que eu é que estava com o coração partido.

Mayala Morenna