quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Se toca


Aquele que me aceita de verdade e me ama em primeiro por dentro, seja como for do lado de fora, é e sempre será meu filho.Portanto seu irmão.
 Jamais questione ou julgue.
 Deus...
 Mayala Morenna

domingo, 6 de novembro de 2016

Impactos ambientais

Se estamos falando de impacto ambiental, não podemos deixar de falar o porquê dos estragos  que julgamos acidentes naturais.
                                       Não são naturais, são culposos e dolorosos.
 Se a população  não se conscientiza jogando "pequenos" lixos nas ruas sem pensar  que vão parar nos  bueiros e fazer grandes estragos mais adiante. 

E aquele famoso dito  “de grão em grão a galinha enche o papo” é verdade e dou fé, pois de lixo em lixo se forma uma enchente, transborda rios, causa  deslisamento e morte.
E as estatísticas  aumentam a cada ano, não só com esse tipo mais de muitos outros no mundo inteiro...


































Chega doer o coração cada imagem vista na TV e a culpa é de quem da natureza?
 Não!
A culpa é nossa, ou melhor, a culpa é de quem começa  jogando um simples papel de bala pela janela do carro ou ônibus e assim sucessivamente com  todo lixo.

Até os rios estão morrendo e então, sem perceber não enxergamos que a cada dia esta chegando a nossa vez se a água acabar de vez.

                                                                                                                                                                                                            (Imagens do Google)
                                                                                                                                   Mayala Morenna






Direitos?


Toda criança tem os seus, mas nem todas tem acesso ou pode recebe lo. 
Eles não pedem para nascer, mas acabam chegando em lares despreparados.
Poucos pais podem preparar a chegada de uma criança em casa, e esta sim, chega chegando trazendo alegria como um todo. 

Outras são consideradas acidente da falta de amor e preparo dos pais irresponsáveis e os resultados estão nas estatísticas. 
Crianças são mortas pelos próprios pais, outras são arremessadas Janela abaixo ou atraídas por um passeio seguido de morte.
Quanta crueldade...


Inocentes jogados em terrenos baldios como se fossem lixos. 
Nem animais abandonam seus filhotes, se colocarem um filhote do outro lado da rua a mãe espera o tempo para atravessar a rua e buscar o mesmo com a boca e o coloca em lugar seguro, junto com os outros.
 E no mundo animal  seja de qualquer espécie  é julgado como insano. Insanos são pais negligentes que põe a vida dos filhos em risco e se acham no direito de dar e tirar. 


O noticiário informa coisas inacreditáveis como, os jovens pais que maltratavam, batiam e queimavam com cigarro um bebê de apenas quatro meses que deu entrada no hospital com varias fraturas pelo  corpo.












Outras crianças dormem ao relento nas ruas adormecido pelas drogas, se afastaram da família e da vida, certamente passam mais tempo dormindo de dia e acordados na noite são os futuros filhos do crime se continuar vivo na mesma situação e se não se dão uma chance de sair fora enquanto há tempo com uma oportunidade de vida.
                                               Vida?                                                   
                                                                Que vida...

















Crianças precisam de comida sim, de carinho sim, de escola sim, de  religião sim  e cultura porque não,  mas precisam  ser respeitados como criança no seu tempo certo.
 

Esta difícil de sobreviver no mundo  para adultos de qualquer idade,  imagine para os pequenos desprotegidos de amor, casa e direitos.


E os direitos da criança  que amadurece cedo por não ter liberdade de viver sua  fase, a infância.



                                                     Infância? 
Esta palavra esta ficando por muitas delas esquecida...
 Criança sim, mas cada vez  com mais deveres que direitos, o de ser  feliz com tao pouco.  
                                                                                                                      (Imagens Google)

                                                                                                                       Mayala Morenna








quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Corujando


Já não preciso mais sair equipada com bebê a tira colo de um lado, bagagem e sombrinha no outro. Posso sair na chuva despreocupada  e sozinha,  andar na chuva me molhando porque a vida agora é só minha.
Já não preciso mais passar noites em claro ninando bebê mimado, hoje ninguém sabe se eu passo noites em claro com insônia   ou talvez tentando esquecer um pouco o passado. Passado este cheio de gritos pela casa me chamando ate me encontrar ou quando eu chegava da rua vinha correndo me abraçar.
Nunca pensei que ia sentir falta de tanta algazarra enfim...
Passei da fase de dar a mão para atravessar a rua e levar na escola, agora de longe vejo esta fase para outras mães. 
Já os filhos caminham sozinhos  e ainda assim andam bem de vagar e sem pensar na hora.

E o sentimento de falta que sinto  hoje certamente será sentido pelas outras mães que curte cada rizada gostosa  com o maior  entusiasmo tentando ver o futuro la na frente e já imaginando coisas sem hora na expectativa de vê-los formados e não se dão conta de que o tempo passa rápido e ainda assim  esperam  ansiosas  para os filhos crescerem.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Camaleão

Acho que algumas pessoas não mudam, se camuflam de acordo com a necessidade.
Eu não falo de você nem de mim especificamente, mas do ser humano em si...
Não precisa mudar tanto, basta se adaptar.Cada pessoa merece um jeito nosso diferente ou exige alguma coisa a mais da gente, e aí, é só observar se vale ou não a pena investir em transformações.

Mayala Morenna

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Porto solidao

Choro ao ouvir esta linda musica, lembrando da minha mãe que Deus levou... E é como se ela tivesse ido nesse veleiro e não voltou nunca mais.
E eu sou como uma criança no cais á espera do veleiro que nunca chega.
Vento vai e vem.
pessoas vão e vem.
E sempre no mesmo lugar, com o coração vazio e turbulento que nem o mar nem o vento acalma e não leva junto minha dor.
Mayala Morenna

Jessé

Porto Solidão

Se um veleiro Repousasse Na palma da minha mão Sopraria com sentimento E deixaria seguir sempre Rumo ao meu coração Meu coração A calma de um mar Que guarda tamanhos segredos Diversos naufragados E sem tempo Rimas, de ventos e velas Vida que vem e que vai A solidão que fica e entra Me arremessando Contra o cais Se um veleiro Repousasse Na palma da minha mão Sopraria com sentimento E deixaria seguir sempre Rumo ao meu coração

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Marias

Marias
Uma mulher que vivia cercada de sofrimentos pensando  que por Deus tinha sido esquecida, pois há tempos seu rosto não sabia o que era um sorriso.
Sempre viveu com sua mãe, uma mulher guerreira que  lhe ajudava em tudo dando forças e apoiando e assim caminhando juntas  na criação dos filhos, mas Deus pegou sua mãe  pelos braços e a levou consigo deixando a pobre mulher sem imunidade para enfrentar a vida.Era preciso prosseguir ninguém pode questionar as leis divinas, no entanto, um mês depois, ainda fragilizada com a perda e  preocupada com a filha aborrescente e rebelde que sempre  ia e voltava de casa envolvida com o tráfico de drogas  acabou deixando a família de vez...
La uma vez ou outra alguém dava notícia de tê-la visto em algum lugar, claro que não era o suficiente para tranquilizar uma mãe, mas só de saber que ela estava bem já deixava pelo menos trabalhar em paz. E em um dos momentos de lucidez a menina ligou para a mãe depois de saber da morte da avó e falou que queria voltar para casa e estava decidida e que desta vez seria diferente, estava disposta a mudar de vida trabalhando e ate seguindo uma religião.Ambas trocaram lágrimas e declarações. Assim que desligara o telefone com o coração apertado de dor ainda conseguiu sorrir ao imaginar a mudança repentina da filha que estará de volta no dia seguinte à noitinha assim que ela  ela chegasse do trabalho. Trabalho esse que assustava muitas pessoas a maioria das mulheres não suportaria, mas era preciso, a necessidade obriga muitos a não escolher a profissão.
Esta mulher por nome de Maria tinha conhecidas formadas em pedagogia e trabalhavam de doméstica deixando na gaveta o diploma mostrando claramente que a situação estava difícil pra todo mundo.Mara trabalhava na área da limpeza em um serviço pouco visado  ou desconfortável no Instituto Medico Legal,  apesar do lugar de ambiente sombrio e pesado pela falta de vida conseguia trabalhar normalmente e interagia com os colegas que além de respeita - la  admiravam tamanha  força . Bem cedo do lado de fora do patio onde tomavam  café e pegava um solzinho, todos perceberam um certo brilho no olhar que foi confirmado com a noticia da volta da filha que estará em casa assim que ela chegasse la e não via a hora. Contando os minutos não travam os olhos do relógio que convidava não só ela, mas todos  para o retorno do trabalho cada um com sua função.
A cancela abriu e mais um rabecão passou...
Os rapazes reclamaram com risadas “agora que chegamos vocês saem, por acaso ainda tinha sobrado algum café”. Era de praxe se cumprimentar com um toque de mãos nos meninos e um abraço nas meninas da limpeza e desta vez Maria fora ignorada por um deles o amigo mais íntimo. Não só ela percebeu, ninguém se atreveu a perguntar, ela pensou o que teria acontecido e acabou indo perguntar o que houve, talvez fosse mais uma das fofocas que sempre apareciam no trabalho. Ele deu um sorriso seco amarelo para os outros, mas Maria ele não olhou nos olhos nem cumprimentou se desviando dela que não entendia o descaso e ainda argumentou com um vocabulário inesperado perguntando para os demais:
Oque que é gente, eu tô cagada, tô mijada ou com alguma doença contagiosa? E mais uma vez foi ignorada.
Maria sempre foi uma negra linda, esbelta e vaidosa com seus cabelos com trancinhas  modernas lhe deixava ainda melhor, nem aparentava ter 36 anos, mas apesar de jovem fugia de qualquer relacionamento, não só por falta de interesse ou tempo, mas não tinha cabeça pra isso depois de se separar do marido que  bebia e a maltratava isto não era motivo para um colega desviar-se dela.Maria o sacolejou pelos ombros insistindo que olhasse para ela ou falasse alguma coisa e ele finalmente olhou em seus olhos com os dele avermelhados e lacrimejados disse:
“seja forte minha amiga, sei que a vida não tem sido fácil pra você, mas...acabei de recolher o corpo da sua filha no beco da luz”. E ela não se manteve forte, desmaiou ali mesmo e foi amparada pelos colegas que chamaram o medico legista de plantão, o único para dar uma olhada e assim que se recuperou tomou folego e os acompanhou ate o gavetão onde estava à menina de apenas dezessete anos. Foi morta com mais ou menos cinco tiros, mas nenhum atingiu o rosto de um jeito que pode ser reconhecida por todos logo após o assassinato e assim  puderam agilizar com os procedimentos legais .
Três dias depois...
Maria tentava levar uma vida normal após a licença do luto, ou dos lutos, já que agora já não era uma e sim duas percas e ainda não estava totalmente apta para o retorno seguida de uma depressão, havia pendencias em sua carga horaria ate então entendida  e aceita por todos ja que resolveram ajudar  na medida do possível.
Ela  contou parte da sua triste historia mostrando  os documentos como RG, CPF e carteira de trabalho da filha e ainda com olhos chorosos  e molhados já estava novamente na luta.Na  quase quilométrica fila do presidio da gameleira onde era esperada sua vez para entregar pertences do seu único filho de 19 anos que foi preso no escadão  perto de casa juntamente com outros rapazes que certamente não estavam rezando, mas João estava sem documentos no momento e junto foram encontrados  armas e drogas. Há que diga que João era inocente, estava no lugar errado e na hora errada, porem, se estivesse em casa consolando sua mãe que por tanta tristeza tinhas olhos fundos de três noites sem dormir. Claro que abraço não ia trazer sua irmã de volta, mas abraço apertado de quem amamos ameniza dores e isso é fato confirmado em pesquisas feita de boca a boca de outras mães em desabafos e relatos de uma para a outra.
A mãe de Maria também era uma Maria, e a filha de Maria também era outra Maria, porém, Clara.

                                                                                                                         Mayala Morenna