domingo, 24 de agosto de 2014

No EU de Alguem

Não tenho visto seu rosto por ai, nem ouvido falar de você, alias, nem ouvido sua voz, mas meu coração ainda te procura no espaço deixado que têm.

Meus olhos calam cada lagrima que não vem.
Cadê você

Onde será que esta agora.
Um silencio responde em mim...
Então, recolho de mim cada saudade, cada silencio, cada segredo e transporto para um outro mundo, em mim onde eu possa guardar lembranças, como rascunhos em velhos papeis amassados e lidos.Na minha cabeça, ocultos alheios, mas cheio do meu EU.Cheios de mim sem você ou no vazio de mim sem você .
Então aqui estou...
Assim estou...
Os olhos vistos e não compreendidos, mas sempre inclusos
no Eu de alguém.



                                                                                                            Mayala Morenna.

sábado, 23 de agosto de 2014

Falando com os olhos


 
Porque estou preso  se não fiz nada para ser condenado,  morrendo de frio no inverno  do lado de fora da casa e  ainda tenho que comer raspas e restos, às vezes no chão.
                                                                                     Será que é por ser um cão... 

Não entendo muito bem esta gente, mas só de olhar vejo que, cada humano trata seu bichinho de estimação diferente.
                                                                              Eu queria mesmo era ser igual, igual gente.


Alias nem meu dono é normal.

Então o que ele espera de mim, pobre animal calado.

                                                                      Se ele próprio é egoísta e ainda espera ser amado.

Dizem que o cão é o melhor amigo do homem e o homem é amigo de quem?
Hum!acho que  Ninguém.





                                                                              Mayala Morenna

Mamãe polvo



Feliz é quem tem uma mãe, mas não qualquer mãe, mas uma boa mãe.
Feliz é quem pode ser abençoado por ela todas as manhas.
Feliz é quem pode ouvir a voz dela dizendo vai dar tudo certo!
Feliz é quem tem uma mãe, que não parece apenas uma mãe, mas varias juntas em uma só mulher, pois como pode uma só pessoa resolver tantos problemas se só tem uma cabeça e dois braços.
Feliz, feliz mesmo é ganhar um abraço dela. Abraço único, verdadeiro.
Como pode uma simples mãe abraçar tão abraçado com apenas dois braços, claro um abraço  poderia ser como quaisquer outros abraços, mas não é.
Mamãe polvo.
Cheia de braços invisíveis abertos para abraçar ou ajudar  os seus.

                                                                                                              Mayala Morenna


domingo, 10 de agosto de 2014

Um dia dos pais diferente

Na véspera do dia dos pais, um menino de seis anos, brincava com sua bicicleta quando caiu, sofrendo vários hematomas e escoriações incluindo pontos na testa e barriga. 
No dia seguinte...   
O irmão dele de oito anos brincava com seu primo, corriam em disparada de repente ele tentou sair da bicicleta se jogando e agarrando o pé na roda. 
Que desespero, a roda saiu do lugar arrastando junto e amputando o dedão do pobre menino sem anestésico, agressivamente.
O vizinho mais próximo do local do acidente, o socorreu colocando o dedo dentro de um saco com gelo e lavando a criança imediatamente para o pronto socorro que o transferiram para outro hospital na tentativa de reconstruí-lo, a estas alturas a mãe dele teria se descontrolado e desmaiado, não agüentou segurar parte do próprio filho nas mãos, no exato momento que o filho fora atendido. 
Tudo isto em pleno dia dos pais. 
Na verdade o pai destas crianças nem se quer sabia do fato, mesmo se soubesse nada faria, todos da família achavam impossível que ele ou alguém da família paterna aparecesse por lá, para pelos menos saber se ambos estavam bem.
 Para os meninos seria um presente vê-lo e abraça-lo neste dia tão difícil, mas ficou somente no pensamento e na vontade dos pequenos.  
O pai mora na mesma cidade, porém tem outra família, se esquecendo totalmente dos três filhos apesar de terem a confirmação do exame de DNA, nada mudou a não ser a famosa pensão alimentícia.
Para alguns tipos de pais pagar à pensão é uma obrigação e o suficiente.
Será que não passa pela cabeça destes pais que o dinheiro é um direito autorizado pelo juiz, e que a criança precisa comer se vestir, calçar e viver, e não são só com este dinheiro, as mães contribuem com a maior parte, sem autorização alguma, as mães sabem da suas responsabilidade, e o amor de pai onde fica? 
Se afeto fosse uma cobrança obrigatória autorizada pelo juiz, com certeza esta lei não seria aprovada por um homem como tantas outras.
As crianças precisam sim do dinheiro, chorado, talvez amaldiçoado por não for entregue de bom coração.
Toda criança que tem um pai mesmo separado, queria ter um bom relacionamento com ele, a criança não teve culpa de ter nascido do pai errado, mas quem poderia escolher o certo, como os filhos que tem um exemplar, um herói, um participativo.
Como estes meninos, muitas crianças passaram o dia dos pais sem poder dar um abraço simplesmente por eles os pais estarem com uma nova família. 
O tempo passa e eu mãe, não consigo entender por que a indiferença entre pais separados que acha que os filhos são ex, igualmente a ex-mulher, elas sim, superam, mas os filhos nunca. 
Entra ano e sai ano e eles pensam que pai é pai, mas o filho não se sente um ex, não entende nada até ter certa idade, tem um nome de estranho no registro. 
 Existem coisas que unem  pais e filhos mais que um papel.
 A criança de seis está se recuperando feliz e brincando como toda criança, não se importa com os hematomas, o outro ainda se encontrou hospitalizado no Risoleta  por três dias , se Deus quiser tudo ficará bem com esta família.
A moral da história é;
Que pais são estes que não se importam com os filhos, mesmo nos momentos difíceis.
Mãe é mãe até debaixo de água...Desculpe.


                                                                                                                     Mayala Morenna

terça-feira, 29 de julho de 2014

Ella






















Ella 

Alberga, acoge, abraza, lucha. 
Ella llora y se siente y puede sonreír. 
No sé de dónde viene tan duro para ocupar tal familia base. Que esta familia no siempre entiende, entiende y reproche, pero ella ama por encima de todo. 
Madre, una palabra que sólo aquellos que sienten la necesidad de que se habla, llama todos los días. 
Mayala Morenna...

Ela

Ela
Ela abriga, acolhe, abraça, briga.
Ela chora, sente e consegue sorri.
Não se sabe de onde vem tanta força para segurar tamanha base, a família. Família esta que nem sempre entende, compreende e repreende, mas que ela ama acima de tudo.
Mãe, uma palavra que só quem sabe sentir a falta que faz falar, chamar todos os dias.
Mayala Morenna

domingo, 27 de julho de 2014

Antigamente


Antigamente não se tinha preguiça de hoje, ou a comodidade de hoje.
Antigamente não se tinha em casa um banheiro, havia um pequeno biongo do lado de fora isolado da casa onde poderiam  fazer suas necessidades, e apesar de estar longe dela, mantinha se limpo o tempo todo, não entendo porque ficava do lado de fora, deve ser pelo odor, bem pensado eu diria, é  mesmo desagradável.Na roça, por exemplo, sem energia elétrica e sem vizinhança na escuridão muitos usava o famoso banheiro ao céu aberto, o mato e alem do medo, rezavam para não pegar por engano uma folha de urtiga, mas isso era muito antigamente mesmo.
Quem vivenciou sabe e quem não viu certamente já ouviu falar... 
Hoje em dia, o nosso querido e solicitado banheiro facilitou a vida de todo mundo, no entanto, muitos têm preguiça de usar o rodo  e deixa ló seco, ou simplesmente apertar o botão da descarga sem pensar que seria desagradável aos olhos próximo visitante, SURPRESA DESAGRADAVEL ou ate mesmo acertar o papel na lixeira, exceto se for daquela de pedal.
Antigamente, carregavam uma bacia de louça pra lavar bem pesada na cabeça a caminho do rio e não era tão perto assim e no vai e vem das águas sobrava tempo para bater papo, é  mole. Hoje em dia a pia ta ali, diante dos olhos de cada um e ninguém se importa em ver a louça suja saindo pela culatra, a não ser quando precisa de uma e lava apenas aquela uma do uso á espera  que terceiros façam o serviço.Que papelão!
Antigamente, roupa suja também se lavava no rio e nem por isso deixava de ser desagradável, pois as lavadeiras ainda cantavam. Hoje  quem canta e dança é a maquina de lavar que faz todo ou quase todo o serviço e sonho de todos é  que as próprias fossem sozinhas para o varal, depois se dobrassem e se enfiassem sozinhas uma a uma no armário como num passe de mágica...Não posso negar que seria mesmo uma beleza!
Antigamente foi há muito tempo... Hoje estamos atualizados, no entanto, devemos  expulsar a preguiça ou um pouco da comodidade e dar lugar a um novo tempo de coragem para fazer nossas obrigações diárias.
Antigamente ou não continuamos usando as mesmas coisas, com as mesmas necessidades, mas com o beneficio da comodidade.


                                                                                                                 Mayala Morenna